Salvaterra e As Neves conhecem os Tesouros Humanos Vivos do Minho

As crianças dos concelhos de Salvaterra e As Neves aprenderam hoje como se desenvolve a pesca tradicional da lampreia e abordou a prática da transumância, duas amostras de ofícios artesanais que ainda sobrevivem nos concelhos da fronteira. Eles aprenderam sobre a importância da preservação da língua, em alguns casos sob risco de desaparecer, como a variedade dialetal dos “goianés” e aprenderam sobre peculiaridades musicais como as trovoadas, Tesouros Humanos Vivos do Minho.

Com a ajuda do coletivo Polo Correo do Vento, os alunos das duas escolas puderam conhecer esses aspetos do nosso património imaterial de forma lúdica e divertida. Contadores de histórias têm percorrido diferentes escolas no âmbito da iniciativa ‘Tesouros humanos vivos’ do Conselho Provincial, através do departamento de Cooperação Transfronteiriça de Uxío Benítez.

Os meninos e meninas do colégio Infante Felipe e do CEIP Marquesa Pazo da Mercé participaram hoje nos contos de histórias do Conselho Provincial

As histórias de Enrique Mauricio chegam aos alunos carregadas de ritmo com a música ao vivo do ukelele de Antón Ké. Em seguida, o ilustrador Carlos Taboada incentiva a participação das crianças, fazendo os seus próprios desenhos e ilustrações, que irão decorar a escola.

Salvaterra e As Neves conhecem os `Tesouros Humanos Vivos´ do Minho

O objetivo da atividade – que se desenvolveu, como não poderia deixar de ser, respeitando as medidas sanitárias impostas pelo coronavírus – é destacar as biografias homenageadas no âmbito do projeto de resgate da memória galaico-portuguesa e aprofundar a ideia do rio Minho como união de cultura, com uma proposta em que meninos e meninas interagem com a história e o desenho.

Ouviram da mão do coletivo Polo Correo do Vento o que são as pesqueiras, as variedades dialéticas da fronteira e música e obras tradicionais

A iniciativa, que já passou pelos colégios Manuel Sieiro de Crecente, a Colégio Padres Somascos da Guarda e o CPI Manuel Suárez Marquier de O Rosal, vai encerrar este primeiro ciclo de ações nas escolas de Tomiño e Tui.

Esta é uma atividade enquadrada no projeto Tesouros Humanos Vivos do projeto SmartMinho desenvolvido pelo Conselho Provincial de Pontevedra com co-financiamento de 75% do Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional, que visa documentar o nosso património imaterial e a sua valorização, bem como a sua transmissão às novas gerações, evitando assim o seu desaparecimento.




A Deputación de Pontevedra comemora o Dia Mundial do Património com a apresentação do projeto “Tesouros Humanos Vivos”

Uxío
Benítez destacou que esta
é uma das ações “mais bonitas e simbólicas” do projeto Smart Minho

O
trabalho realiza-
se
e
m colaboração com a Associação Cultural e
Pedagógica Ponte… nas Ondas!, consultora acreditada pe
la UNESCO, com 25
anos de experiência

A Deputación de Pontevedra, através do projeto Smart Minho,
apresentou hoje, com
motivo da véspera
do Dia Mundial do Património Cultural a iniciativa “Os Tesouros Humanos Vivos”,
um trabalho de recuperação e valorização da memória cultural galego – portuguesa no
território do vale do rio Minho. Conhecimentos
como as técnicas
de pesca tradicional, os trabalhos artesanais, os contos e lendas e até as
variedades de dialetos que desde
tempos antigos se transmitiam de geração em geração,  são agora ameaçados pela
falta de relevo
geracional e as drásticas
mudanças na forma da vida das pessoas nos últimos 50 anos. O ato contou com a presença da presidente da Deputación de Pontevedra, Carmela Silva;
do deputado de Cooperação Transfronteiriça e director do AECT Rio Minho, Uxío
Benítez; da deputada de Património, María Ortega, e do coordenador da Associação Ponte…nas Ondas!,
Xerardo Feijoo, organização consultora da UNESCO, com quem estão a desenvolver este
trabalho.

Segundo explicou o deputado Uxío Benítez,
esta é uma das ações “mais bonitas e simbólicas” enquadradas dentro do
projeto Smart Minho que desenvolve a Deputación de Pontevedra com co-financiamento de 75% do Fundo
Europeu de Desenvolvimento
Regional. O objetivo é documentar estes conhecimentos intangíveis, “que
são a base da
nossa cultura e da nossa identidade”, valoriza-los e transmiti-los
às novas gerações
evitando assim o seu desaparecimento.

Para isso realizou-se um trabalho de
campo durante mais de um ano junto da
Associação Ponte… nas Ondas! que entrevistou cerca de 15 pessoas do
território minhoto galego português, a maioria delas com mais de 70 anos, e num
dos casos chegando até aos 99 anos. As entrevistas foram gravadas e
documentadas e estarão à disposição
de todo o mundo na página www.smartminho.eu com
o objetivo de garantir a sua divulgação e transmissão.

Nesta mesma linha, Benítez
anunciou que em 2020 realizar-se-ão atividades lúdicas e educativas
relacionadas com os tesouros humanos vivos nas escolas, editaremos um livro
infantil, organizar-se-à uma exposição
itinerante e haverá um ato de homenagem
a todos os “tesouros humanos vivos” que formam parte do projeto”.

Por outro lado, a deputada de
Patrimonio, María Ortega, disse sentir-se orgulhosa de que
a Deputación de
Pontevedra leve a cabo um projeto como este que deveria ser extensível a todas as administrações.
Ortega aproveitou a ocasião para reivindicar “a língua como o elemento mais
importante do nosso património
imaterial, a língua faz-nos ser quem
somos
hoje, uma língua, que na raia nos une com o povo irmão português, e que nos serve para
transmitir a nossa cultura, sentimentos e
emoções”.

Por
último, a presidente da Deputación de Pontevedra, Carmela Silva,
destacou na sua intervenção que projetos como
os “Tesouros Humanos Vivos” são “fundamentais para que possamos transmitir e
seguir todo esse conhecimento ancestral e que além disso nos faz ter mais recursos
para fazer fronte aos novos desafios”. “Esse
património imaterial faz-nos únicos, diferentes e diversos num mundo global e
demonstra a nossa humanidade, o mais bonito do ser humano; não podemos permitir
que se perda”, manifestou.

Silva fez finca-pé em que o
património imaterial “está maioritariamente nas mãos das mulheres, porque vivemos mais tempo”. “E
dar-lhes voz com esse conhecimento imaterial –acrescentou-
também dá visibilidade a essas mulheres
galegas extraordinárias, cujos rostos
também
são tesouros humanos vivos, e fala de tudo o que tem aportado. Por isso parece-me relevante e quero demonstrar que são elas as que podem transmitir esse
património imaterial”.

A presidente recalcou que o
Projeto Smart Minho “fala de dois países, mas um só povo” e
está
a aportar ideias e ações “que vão fazer que todo este território, e mais além, tenha
possibilidades de construir um futuro buscando as raizes no extraordinário passado que temos; não podemos esquecer que faz
2000 anos este território era o centro do mundo, aqui acontecia tudo”.
Depois  de agradecer o trabalho do colectivo Ponte
nas Ondas, concluiu que “nesse
património imaterial nós somos uma grande
referência no mundo; temos muita cultura e muito orgulho
que defender”.

A Associação Cultural e
Pedagógica Ponte… nas Ondas! desenvolve desde há 25 anos a sua atividade de
recuperação da cultura imaterial através do
reconhecimento de ‘tesouros humanos vivos’ em
todo o território transfronteiriço, realizando este trabalho de forma
ininterrupta desde a sua fundação. O seu trabalho de recuperação do património
imaterial através desta metodologia
estabelecida pela UNESCO foi premiada em várias ocasiões por entidades
nacionais e internacionais.

Smart Minho é um
projeto da Deputación de
Pontevedra, a CIM Alto Minho, a Fundação Centro de Estudos Euro-Regionais e o
Agrupamento Europeu de Cooperação
Transfronteiriça Rio Minho (AECT Rio Minho), co-financiado
em 75% por fundos FEDER.




Smart Minho promoverá a recuperação do património inmaterial galego-português através da iniciativa ‘O Minho: um rio de tesouros’

O trabalho realizar-se-á em colaboração com a Associação Cultural e Pedagógica Ponte… Nas Ondas, consultora acreditada pela UNESCO, com 20 anos de experiência

 

A Deputação de Pontevedra, através do projecto Smart Minho, vem de pôr em marcha a iniciativa ‘O Minho: um rio de tesouros’, um trabalho de recuperação da memória cultural galego- portuguesa no território do vale do rio Minho. A acção tem por objectivo pôr em valor o património inmaterial transfronteiriço, assim como garantir a sua transmissão às novas gerações. O estudo realizar-se-á em colaboração com a Associação Cultural e Pedagógica Ponte… nas Ondas!, uma das 176 entidades acreditadas em todo mundo pela UNESCO como consultora, a única na Galiza, com mais de 20 anos de experiência no estudo do património inmaterial transfronteiriço.

Apesar da fronteira política que durante séculos separou ao Vale do Minho em dois estados, a povoação do território seguiu partilhando uma cultura comum que se transmitiu de forma oral, geração trás geração até os nossos dias, e que constitui parte da identidade própria deste território. Alguns destes conhecimentos e sabedorias encontram-se a dia de hoje em perigo de desaparecer e seguem vivos unicamente através de pessoas, normalmente de avançada idade, que são capazes de recordá-los e recreá-los e por esta razão supõem um referente para a comunidade, os chamados ‘tesouros humanos vivos’.

O trabalho de campo consistirá precisamente em entrevistas pessoais com cada um dos tesouros humanos vivos identificados. Dos arredor de 15 casos que serão estudados, a maioria deles supera os 70 anos, num dos casos chegando até os 99, e cada um deles conta com conhecimentos pertencentes a um âmbito diferente do património inmaterial. O projecto inclui, além disso, a criação de uma base de dados que recopile toda esta informação e a realização de um documentário, que achegue de uma forma mais visual este trabalho às pessoas mais novas e à povoação em geral.

O património inmaterial galego – português

O património cultural inmaterial galego-português compreende principalmente cinco âmbitos: as tradições e expressões orais, como seriam os contos, as lendas, as cantigas ou as regueifas;  as artes do espectáculo que incluem por exemplo a dança, a música ou as fantoche; os usos sociais, rituais e actos feriados, que faz referência  a questões tão diversas como as romarías, as máscaras tradicionais, os ranchos de reis, os maios ou os desportos tradicionais; os conhecimentos relacionados com a natureza e o universo, onde acoplaria a medicina natural ou a gastronomía; e as técnicas artesanais tradicionais, no que se incluem as artes pesqueiras ou a olería entre muitas outras.

A Associação Cultural e Pedagógica Ponte… nas Ondas! desenvolve desde 2009 a sua actividade de recuperação da cultural inmaterial através do reconhecimento de tesouros humanos vivos’ em todo o território transfronteiriço, realizando este labor de modo ininterrompido desde a sua fundação. O seu trabalho de recuperação do património inmaterial através desta metodoloxía estabelecida pela UNESCO foi premiada em várias ocasião por entidades nacionais e internacionais.

Smart Minho é um projecto da Deputação de Pontevedra, a CIM Alto Minho, a Fundação Centro de Estudos Euro-regional e o Agrupamento Europeu de Cooperação Transfronteiriça Rio Minho (AECT Rio Minho), co-financiado a 75% por fundos FEDER.