A participação cidadã e a rotunda envolvimento dos agentes locais, protagonistas do I Fórum do Rio Minho Transfronteiriço

O I Fórum do Rio Minho Transfronteiriço celebrou-se hoje em Valença com uma participação cidadã histórica, reunindo a mais de uma centena de agentes sociais do território na Escola Superior de Ciências Empresariais  para debater as bases da que será a ‘Estratégia 2030’, que dará forma à cooperação transfronteiriça do território durante a próxima década. Representantes sociais de áreas tão diversas como a gobernanza, o turismo, a informação, a mobilidade, a educação ou a integração social participaram em quatro mesas de debate, que destacaram pelo seu dinamismo e o número de intervenções, e que foram coordenadas por uma equipa de peritas e peritos universitários que puderam recolher as propostas, inquietações e ideias das pessoas participantes.

Ao longo da jornada ficou manifesto o compromisso e envolvimento de todos os agentes sociais, económicos e culturais, assim como das autoridades políticas, para seguir trabalhando nos próximos meses na elaboração da ‘Estratégia 2030’, um plano enquadrado dentro do projecto de cooperação transfronteiriça Smart Minho, e que se apresentará em II Fórum Transfronteiriço a finais de 2018. A realização de um estudo e diagnose do território do rio #Miño transfronteiriço como espaço comum acordou um palpable sentimento de entusiasmo entre as pessoas assistentes.

A presidenta da Deputação, Carmela Silva, mostrou a sua emoção porque “hoje aqui estamos a impulsionar uma ideia que tem por objectivos transformar desde o conhecimento, desde a inteligência, desde propostas sérias e rigorosas, o rio Minho mediante um projecto de desenvolvimento que tem como centro às pessoas que vivem a ambos lados da sua ribeira”. Neste contexto, Silva pôs em valor o rio como “elemento centralizador de dois grandes espaços territoriais que têm imensas potencialidades de futuro e que devemos construir conjuntamente”.

Na sua intervenção, a presidenta provincial urxiu a elaborar projectos para este território transfronteiriço “e fazê-lo rápido, porque a nova programação de fundos europeus está já aí e devemos ter voz na União Europeia”.  Deste modo, Carmela Silva destacou a necessidade de aproveitar o foro e o trabalho conjunto “para definir uma estratégia que podamos defender a nível autonómico, estatal e europeu para que os fundos Interreg, que foram recortados, se empreguem de modo ajeitado para promover projectos nos territórios transfronteiriços”. Mais a varejo, a presidenta da Deputação de Pontevedra pediu uma mudança de modelo e mais recursos para pôr em marcha actuações no Norte de Portugal e Sul da província de Pontevedra.

Carmela Silva pôs em valor também o trabalho desenvolvido pelas presidentas e presidentes das Câmaras Autárquicas, e alcaldesas e presidentes da Câmara da província de Pontevedra “que durante tantos anos, e sem contar com a ajuda de organismos intermédios e de outras administrações, lutaram para pôr em marcha projectos transfronteiriços neste espaço”.  Em concreto, a presidenta enxalzou o papel das administrações locais por ser “as que melhor conhecem as demandas, reptos e desafios dos seus territórios” e o papel que a nova AECT Rio Minho vai desenvolver para “dar voz e defender os direitos dos territórios transfronteiriços”.

Finalmente, a presidenta da Deputação teve palavras de agradecemento para as pessoas organizadoras do Foro por “promover um projecto conjunto fazendo partícipe à sociedade. A nova política é aquela que conta com a cidadania para decidir quais são os projectos de futuro, assim que hoje estou satisfeita e emocionada por ver que todas e todos estamos aportando conhecimento e comprometendo-nos para que centrem os olhos neste espaço que tem tanta potencialidade”.

 

Fundos europeus para os territórios transfronteiriços

O deputado de Cooperação Transfronteiriça e director da AECT Rio Minho, Uxío Benítez, manifestou a sua enorme satisfacção “não só pela grande acolhida de I Fórum, que já se pode qualificar de histórico, senão  também pelo envolvimento e interesse de todas as pessoas assistentes, que ficou manifesto nas numerosas intervenções que se realizaram durante as mesas temáticas, nas que houve a oportunidade de debater e aportar diferentes visões sobre as necessidades e reptos do território”.

Benítez aproveitou a ocasião para pôr o acento também sobre a necessidade de que os fundos europeus cheguem aos territórios estritamente fronteiriços e lembrou que “as regiões transfronteiriças são as menos desenvolvidas sócio economicamente já que durante muitos anos existiram verdadeiras travas para crescer da mão dos nossos vizinhos e vizinhas  da outra margem do rio, posto que as fronteiras nos o impediam. Precisamente para reverter estes desequilíbrios nasceram os fundos Interreg que perseguem compensar esses desequilíbrios”. Por último, o deputado salientou que “a elaboração desta Estratégia 2030 garantirá a recuperação dos fundos europeus para o território transferonteirizo do Minho.

O I Fórum do Rio Minho Transfroteirizo enquadra nas acções de Estratégia de Cooperação Inteligente Transfronteiriça do projecto Smart Minho, que conta com uma inversión de orçamento de 942.022,47 euros, #co-financiado a 75% pelo programa INTERREG VÃ POCTEP, fundos FEDER da União Europeia.