Êxito na resposta do processo de participação cidadã para a elaboração do Plano de Mobilidade Sustentável do Rio Minho Transfronteiriço (PMST)

A fase de participação cidadã para a elaboração do Plano de Mobilidade Sustentável do Rio Minho Transfronteiriço (PMST) terminou com  grande sucesso: foram recolhidas um total de 507 sondagens no território português e galego, um número que supera as expectativas definidas no plano de trabalho inicial.

Assim colocou-se em manifesto na última reunião da equipa de trabalho do PMST, uma das principais acções do projecto de cooperação transfronteiriça Smart Minho.

A participação cidadã joga um papel de grande importância na elaboração do plano e que foi levado a cabo através da realização de sondagens, tanto presenciais como online, através do site da Smart Minho, assim como mediante a organização de vários workshops nos quais o tecido associativo e económico do território pode partilhar tanto as ideias como os problemas que enfrentam no dia a dia em questão de mobilidade.

O processo de participação cidadã teve lugar entre 12 de Fevereiro e 9 de Março deste ano e foi concluído com a realização de 316 sondagens presenciais e 191 inquéritos online. Vale a pena destacar que no plano de trabalho inicial foi contemplada a realização de 200 sondagens presenciais, número que foi superado por grande margem.

O plano estudará especialmente a melhoria dos trajectos entre os três pares de núcleos que compõe as euro-cidades de Tomiño-Cerveira, Tui-Valença e Salvaterra-Monção, que aglutinam a terceira parte do total de população do território.

Terminado este processo de participação cidadã, o passo seguinte para a elaboração do PMST é a identificação de problemas e desafios de mobilidade no território transfronteiriço. Na última fase desta acção serão apresentadas as pautas de actuação, medidas e propostas a serem desenvolvidas no território.

 

Plano de Mobilidade

 

O PMST quer planificar um modelo de mobilidade e accessibilidade, entre as euro-cidades do Minho, orientado à melhoria da qualidade de vida das pessoas, a segurança das vias e respeito do meio ambiente. Para tal, é imprescindível contar com a participação de todas as instituições e agentes implicados no território para poder partilhar opiniões e sugestões sobre mobilidade neste espaço partilhado.

O estudo abrange mais de 3.300 km2 de território, inclui 26 municípios galegos e portugueses e uma população que ronda os 376.000. Uma vez recolhida e analisada toda a informação obtida através das sondagens e workshops, poder-se-à obter as primeiras conclusões e estabelecer uma visão global do conjunto da mobilidade na área do rio Minho transfronteiriço, com uma proposta de acções piloto prontas para desenvolver de imediato.

O plano de mobilidade sustentável do rio Minho transfronteiriço enquadra-se dentro do prospecto Smart Minho através do Programa Operativo de Cooperação Transfronteiriça Espanha-Portugal 2014-2020 (INTERREG V-A) e está co-financiado em 75 % por fundos FEDER, com um orçamento total de 942.022,47 euros.




O Conselho Consultivo ratifica a Estratégia ‘Rio Minho Transfronteiriço 2030’

O  Conselho Consultivo do AECT Rio Minho, presidido pelo director do agrupamento, Uxío Benítez,  reuniu-se hoje na Escola Superior de Ciências Empresariais de Valença, para dar o seu aval à ‘Estratégia Rio Minho Transfronteiriço 2030’. Foram 26 organismos da Galiza e Portugal, incluídas as câmaras de comercio e associações de empresas, que marcaram presença no encontro, ao que também assistiu a secretária de Estado de Desenvolvimento Regional, Maria do Céu Albuquerque, representando o Ministério de Planeamento português.

O documento, elaborado no âmbito do projecto Smart Minho, servirá como guia de acção em matéria de cooperação transfronteiriça no território durante a próxima década.

A Estratégia Rio Minho Transfronteiriço 2030 estabelece um plano de acção apoiado em cinco pilares estratégicos: Governança e programas de serviços conjuntos; Turismo sustentável e responsável; Cultura transfronteiriça; Mobilidade sustentável, e Sustentabilidade e economia de inovação. A Estratégia define as bases das acções a serem tomadas, mas é um “documento vivo”, uma ferramenta dinâmica a partir da qual se irão definindo actuações mais concretas.

O documento apresenta uma análise profunda do território a nível de população, estrutura económica, mercado de trabalho, mobilidade, recursos naturais e programas de utilização de serviços e equipamentos públicos transfronteiriços já existentes. Os dados demográficos do território denotam por exemplo duas realidades muito diferentes dentro do AECT, por um lado uma zona interior – oriental, caracterizada por uma baixa densidade de população e com uma perda de população constante nos últimos 25 anos, existe também um claro envelhecimento da mesma; por outro lado a zona costeira – ocidental, com uma densidade maior e uma taxa de envelhecimento mais moderada, este é apenas um dos principais desafios aos que se deverá fazer frente no futuro.

Dois anos de trabalho

 

“O rio Minho como vector central do desenvolvimento do território” é a visão sobre a qual se desenvolve este trabalho de quase dois anos de análise. O processo de elaboração da “Estratégia Rio Minho Transfronteiriço 2030” começou no outono de 2017 com uma série de entrevistas com os responsáveis municipais das duas margens do rio, e dividiu-se em diferentes fases. Após a redação de um primeiro esboço, que foi submetido a debate no I Fórum do Rio Minho Transfronteiriço ao qual assistiram mais de uma centena de pessoas, a participação cidadã completou-se com a organização de 4 mesas temáticas e a realização de uma sondagem através do site www.smartminho.eu. Paralelamente houve uma segunda série de reuniões com os municípios do território e reuniões com outros agentes territoriais e institucionais relevantes.

Em Novembro de 2018 teve lugar o II Fórum do Rio Minho transfronteiriço, onde foi apresentado o documento estratégico reformulado, incluindo todas as contribuições e conclusões dos encontros mantidos,  para ser submetido novamente a debate com a cidadania. Por último, depois da aprovação do Conselho Coordenador apresentou-se hoje perante o Conselho Consultivo do AECT Rio Minho para a sua aprovação. A Estratégia formulou-se tendo em conta os marcos comunitários, tanto estratégicos como orçamentais do período 2014 – 2020 e das perspectivas para o próximo período 2021 – 2027.

A equipa redactora do documento foi composta por técnicos da Deputación de Pontevedra, CIM Alto Minho, e Fundação CEER. Para garantir a qualidade científica e académica do processo contou também com especialistas das universidades públicas da euro-região, que formaram o Comité Científico Assessor, composto pelo Dr. Anxo Calvo da Universidade da Coruña; o Dr. Rubén Camilo Lois, da Universidade de Santiago de Compostela; o Dr. José Alberto Rio Fernandes, da Universidade do Porto; o Dr. Francisco Carballo, Universidade do Minho e a professora Sandrina Ferreira Antunes, da Universidade do Minho.

Smart Minho

 

A Estratégia 2030 é o principal produto do projecto Smart Minho, co-financiado em 75 % pelo Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional (FEDER), através do Programa Operativo de Cooperacão Transfronteiriça Espanha-Portugal 2014-2020 (POCTEP 2014-2020), em concreto no seu eixo 4, destinado à melhoria da capacidade institucional e eficiência da Administração pública.

Smart Minho é um projecto liderado pela Deputación de Pontevedra, juntamente com a Comunidade Intermunicipal do Alto Minho e a Fundação Centro de Estudos Euro-Regionais (CEER). Durante a implementação do projecto, constituiu-se no inicio de 2018, o Agrupamento Europeu de Cooperação Territorial (AECT Rio Minho), que também passou a participar nele. Para este organismo, a Estratégia 2030 servirá como agenda de trabalho para os próximos anos




26 entidades de Portugal e Galiza participarão no Conselho Consultivo do AECT Rio Minho

O Agrupamento Europeu de Cooperação Territorial do Rio Minho (AECT Rio Minho) formará amanhã o seu orgão de consulta e participação. No total são 26 entidades galegas e portuguesas que irão designar um representante para a sua participação no Conselho Consultivo, que será presidido pelo director da entidade, Uxío Benítez, e que se celebrará na Escola Superior de Ciências Empresariais de Valença.

Mais de duas dezenas de altos cargos e representantes de organismos e entidades galegas e portuguesas formam parte do Conselho Consultivo do AECT Rio Minho e amanhã assistirão ao acto de constituição.

Com a constituição do Concelho Consultivo o AECT Rio Minho formaliza desta forma todos os seus órgãos. O AECT Rio Minho é um instrumento de cooperação, com personalidade jurídica própria, integrada pela Deputación de Pontevedra e a Comunidade Intermunicipal do Alto Minho. Foi constituída em Valença no dia 24 de Fevereiro de 2018 no contexto do projecto Smart Minho, para superar as dificuldades encontradas na implementação de projectos no território transfronteiriço.

Objectivo do AECT Rio Minho

O objectivo prioritário do AECT Rio Minho é conseguir a máxima coesão económica e social da região transfronteiriça do vale do Rio Minho através da criação de programas, projectos e acções comuns entre os territórios galego e português com iniciativas como: a valorização e promoção dos recursos do território, a promoção do património cultural e natural comum, a captação de financiamento europeu e público para as diferentes iniciativas de empreendimento, a criação e consolidação duma marca turística “Rio Minho” como elemento de identificação do território e impulsar serviços e equipamentos compartidos entre os concelhos de ambas margens do rio.




Estudantes de Geografia da Universidade de Santiago visitam a sede do AECT Rio Minho em Valença

O secretariado técnico do AECT explicou-lhes o funcionamento deste instrumento de cooperação transfronteiriça bem como as principais linhas de acção da Estratégia Rio Minho transfronteiriço 2030.

 

Um grupo de estudantes de Geografia da Universidade de Santiago de Compostela visitou esta manhã a sede do Agrupamento Europeu de Cooperação Territorial do Rio Minho (AECT Rio Minho) no município de Valença .

O secretariado técnico do AECT, composto por Lois Pérez Castrillo e António Torres, foi o responsável por guiar os estudantes durante a visita e explicar-lhes o funcionamento deste instrumento de cooperação transfronteiriça. Desta forma, foram descritas as principais linhas de acção da  Estratégia Rio Minho transfronteiriço 2030.

AECT Rio Minho

O AECT Rio Minho é um instrumento de cooperação, com personalidade jurídica própria, integrada pela Deputación de Pontevedra e a Comunidade Intermunicipal do Alto Minho.

Constituiu-se em Valença no dia 24 de Fevereiro de 2018 para superar as dificuldades encontradas na implementação de projectos no território transfronteiriço.

O objectivo prioritário do AECT Rio Minho é conseguir a máxima coesão económica e social da região transfronteiriça do vale do Rio Minho através da criação de programas, projectos e acções comuns entre os territórios galego e português com iniciativas como: a valorização e promoção dos recursos do território, a promoção do património cultural e natural comum, a captação de financiamento europeu e público para as diferentes iniciativas de empreendimento, a criação e consolidação duma marca turística “Rio Minho” como elemento de identificação do território e impulsar serviços e equipamentos compartidos entre os concelhos de ambas margens do rio.

O vale transfronteiriço do Minho está situado no eixo Vigo-Porto e abrange 26 concelhos com uma população de 376.000 habitantes e uma área de 3.312 quilómetros quadrados, sendo a fronteira ibérica mais povoada e transitada. Esta área concentra 47% do transito medio de veículos entre ambos os estados.

 




Valença acolhe um novo obradoiro de participação cidadã para o desenho do Plano de Mobilidade Transfronteiriça

A convocação está dirigida a todas as pessoas e colectivos interessados da contorna, especialmente associações de vizinhança, ecoloxismo, comércio, consumo, centros educativos e mobilidade reduzida

Além disso, põem-se a disposição um inquérito online

Valença acolherá nesta quinta-feira um novo obradoiro de participação cidadã para o desenho do Plano de mobilidade sustentável do rio Minho Transfronteiriço, financiado pelo projecto europeu Smart Minho, que lidera a Deputação de Pontevedra. Durante a celebração do encontro, os colectivos e pessoas participantes poderão achegar as suas propostas assim como expor as problemáticas actuais em matéria de mobilidade às que se deve fazer frente no território.

O obradoiro terá uma duração aproximada de uma hora e média e celebrará na sede da AECT Rio Minho, sita na Avenida Miguel Dantas, 69, em Valença, às 15:30 horas (horário português).

Este segundo obradoiro, depois do realizado nas Neves a passada semana e no que participaram perto de 20 colectivos, está dirigido à vizinhança e entidades do Baixo Miño, Porriño, Salceda de Caselas, Caminha, Vila Nova de Cerveira, Valença, Viana do Castelo, Paredes de Coura e Põe-te de Lima.

Esta cita com a cidadania está especialmente pensada para a participação de associações de vizinhança, ecoloxismo, comércio, consumo, centros educativos, diversidade #funcional e colectivos com mobilidade reduzida, assim como todos aqueles agentes do tecido económico e social afectados pela mobilidade no território.

Aquelas pessoas que não possam assistir ao obradoiro poderão participar cobrindo de modo singelo um inquérito online clicando aquí.

Plano de Mobilidade

O PMST é uma das principais acções do projecto de cooperação transfronteiriça Smart Minho, que busca planificar um  modelo de mobilidade  e acessibilidade, entre as eurocidades do Minho, orientado à melhora da qualidade de vida das pessoas, a segurança vial e respeitoso com o meio ambiente. Para tal finalidade, é imprescindível contar com a participação de todas as instituições e agentes implicados no território para poder partilhar opiniões e sugestões sobre mobilidade neste espaço partilhado.

O estudo abrange mais de 3.300 km2 de território, inclui a 26 municípios galegos e portugueses, e a uma povoação de por volta de 376.000. Uma vez recopilada e analisada toda a informação obtida através dos inquéritos e obradoiros, poder-se-ão extrair as primeiras conclusões e estabelecer uma visão global do conjunto da mobilidade na área do rio #Miño transfronteiriço, com uma proposta de acções piloto lista para desenvolver no imediato.

O plano de mobilidade sustentável do rio Minho transfronteiriço enquadra-se dentro do projecto Smart Minho através do Programa Operativo de Cooperação Transfronteiriça Espanha-Portugal 2014-2020 (INTERREG V-A) e está co-financiado ao 75 % por fundos FEDER, com um orçamento total de 942.022,47 euros.




A Deputação celebra nas Neves um obradoiro de participação cidadã para a elaboração do Plano de Mobilidade Transfronteiriça

A convocação está dirigida a todas as pessoas e colectivos interessados da contorna, especialmente associações de vizinhança, ecoloxismo, comércio, consumo, centros educativos e mobilidade reduzida

 

Além disso, põem-se a disposição um inquérito online

 

plan mobilidade sustentable do río Miño transfronteirizoO plano de mobilidade sustentável do rio Minho Transfronteiriço, uma das principais acções do projecto europeu Smart Minho, liderança pela Deputação de Pontevedra, organiza nesta quinta-feira 21 de fevereiro nas Neves um obradoiro de participação cidadã, dirigido a pessoas e colectivos interessados da zona interior da fronteira, no que se recolherão propostas e sugestões e analisarão as problemáticas relacionadas com a mobilidade na zona transfronteiriça.

O obradoiro, que terá uma duração aproximada de uma hora e média, celebrará na Casa da Juventude das Neves, situada na rua Entrecines 10, às 19:30 horas. A convocação está dirigida a colectivos, entidades e pessoas interessadas dos municípios galegos e portugueses da contorna, especialmente às associações de vizinhança, ecoloxismo, comércio, consumo, centros educativos, diversidade #funcional e colectivos com mobilidade reduzida.

As pessoas interessadas que não possam assistir ao obradoiro poderão participar igualmente cobrindo de modo singelo um inquérito online no endereço web: www.plandemobilidade.com/minho.

Neste primeiro encontro analisar-se-á a mobilidade nos municípios da Cañiza, Arbo, Arcos de Valdevez, As Neves, Crescente, Covelo, Melgaço, Monçao, Mondariz, Mondariz Balnear, Ponteareas, Salvaterra e Põe da Barca. O próximo 28 de fevereiro em Valença, celebrar-se-á um segundo obradoiro dirigido aos restantes municípios que conformam o território transfronteiriço.

Modelo de mobilidade e accesibilidade

O PMST é uma das principais acções do projecto de cooperação transfronteiriça Smart Minho, que busca planificar um  modelo de mobilidade  e acessibilidade, entre as eurocidades do Minho, orientado à melhora da qualidade de vida das pessoas, a segurança vial e respeitoso com o meio ambiente. Para tal finalidade, é imprescindível contar com a participação de todas as instituições e agentes implicados no território para poder partilhar opiniões e sugestões sobre mobilidade neste espaço partilhado.

O estudo abrange mais de 3.300 km2 de território, inclui a 26 municípios galegos e portugueses, e a uma povoação de por volta de 376.000. Uma vez recopilada e analisada toda a informação obtida através dos inquéritos e obradoiros, poder-se-ão extrair as primeiras conclusões e estabelecer uma visão global do conjunto da mobilidade na área do rio #Miño transfronteiriço, com uma proposta de acções piloto lista para desenvolver no imediato.

O plano de mobilidade sustentável do rio Minho transfronteiriço enquadra-se dentro do projecto Smart Minho através do Programa Operativo de Cooperação Transfronteiriça Espanha-Portugal 2014-2020 (INTERREG V-A) e está co-financiado ao 75 % por fundos FEDER, com um orçamento total de 942.022,47 euros.




O rio Minho transfronteiriço terá um Plano de Mobilidade Sustentável focado nos deslocamentos entre eurocidades

A AECT Rio Minho destacou que esta é a fronteira mais transitada da Península Ibérica e um dos primeiros planos “transfronteiriços” do mundo

 

O estudo cobrirá 26 municípios e mais de 3.300 km2

 

O território do Rio Minho Transfronteiriço terá um plano de mobilidade sustentável que favoreça as deslocações de pessoas e veículos na fronteira galego portuguesa, prestando especial atenção aos fluxos entre os pólos urbanos das eurocidades, onde se concentram mais de 100.000 habitantes. O anúncio foi hoje o deputado de Cooperação Transfronteiriça e diretor do AECT Rio Minho, Uxío Benítez, em um ato no qual esteve acompanhado por prefeitos da Eurocidade Tui – Valença, Carlos Vázquez Padín e Jorge Salgueiro Mendes, eo presidente da Câmara Municipal de Vila Nova de Cerveira e vice-diretor do AECT Rio Minho, João Fernando Brito Nogueira.

Segundo explicou o diretor do AECT Rio Minho “este plano é uma necessária visão global da mobilidade”, com a característica especial de “ser um plano tranfronteirizo, um dos poucos deste tipo que existem no mundo”. Benítez lembrou que já estão redigindo planos de mobilidade a nível galego, comarcal e nos municípios, mas “parece que do outro lado do rio Minho nada, apesar de que estamos a falar da fronteira ibérica mais transitada”. Neste sentido o diretor do AECT Rio Minho destacou que “nós gostaríamos de rachar completamente com o conceito de fronteira, e queremos realizar um diagnóstico que nos dê uma visão mais bem sucedida desta área geográfica, que é um território comum”.

Ponto de partida

O Plano de Mobilidade Sustentável do Rio Minho Transfronteiriço (PMST) é uma das principais ações do projeto Smart Minho -enfocado no planejamento conjunto e inteligente do espaço transfronteiriço e co-financiado a 75% pelo Fundo Europeu de Desenvolvimento Rexional-.

O PMST terá como ponto de partida dois documentos anteriores: a “Estratégia do Rio Minho Transfronteiriço 2030 ‘e o’ Plano de Transportes Públicos do Vale do Rio Minho Transfronteiriço ‘, um detalhado trabalho elaborado por UNIMINHO em 2012.

“A participação cidadã vai jogar um papel importante na concepção deste plano” que será executado através da realização de pesquisas, tanto no local de rua como através do site de Smart Minho, e a organização de vários workshops, em território galego e português , em que “o tecido associativo e económico do território pode trazer tanto idéias como as problemáticas enfrentadas no dia-a-dia em termos de mobilidade”.

Ênfase especial nas eurocidades

O plano estudará especialmente a melhoria das deslocações entre os três pares de núcleos urbanos que compõem as eurocidades de Tomilho – Cerveira, Tui – Valença e Salvaterra – Monção, que reúne um terço do total da população do território. Nesta linha se manifestaram os representantes das prefeituras e câmaras municipais presentes, agradecendo os esforços realizados pela Comissão de Pontevedra na área transfronteiriça para promover o trabalho em comum do território galego português.

O estudo abrange mais de 3.300 km2 de território, incluindo 26 municípios galegos e portugueses e uma população de cerca de 376.000 habitantes. Depois de recolhida e analisada toda a informação obtida através de pesquisas e workshops, podem extrair as primeiras conclusões e definir uma visão global do conjunto da mobilidade na área do rio Minho Transfronteiriço, com uma proposta de ações piloto pronto para desenvolver no imediato, informou ou deputado.




Smart Minho promoverá a recuperação do património inmaterial galego-português através da iniciativa ‘O Minho: um rio de tesouros’

O trabalho realizar-se-á em colaboração com a Associação Cultural e Pedagógica Ponte… Nas Ondas, consultora acreditada pela UNESCO, com 20 anos de experiência

 

A Deputação de Pontevedra, através do projecto Smart Minho, vem de pôr em marcha a iniciativa ‘O Minho: um rio de tesouros’, um trabalho de recuperação da memória cultural galego- portuguesa no território do vale do rio Minho. A acção tem por objectivo pôr em valor o património inmaterial transfronteiriço, assim como garantir a sua transmissão às novas gerações. O estudo realizar-se-á em colaboração com a Associação Cultural e Pedagógica Ponte… nas Ondas!, uma das 176 entidades acreditadas em todo mundo pela UNESCO como consultora, a única na Galiza, com mais de 20 anos de experiência no estudo do património inmaterial transfronteiriço.

Apesar da fronteira política que durante séculos separou ao Vale do Minho em dois estados, a povoação do território seguiu partilhando uma cultura comum que se transmitiu de forma oral, geração trás geração até os nossos dias, e que constitui parte da identidade própria deste território. Alguns destes conhecimentos e sabedorias encontram-se a dia de hoje em perigo de desaparecer e seguem vivos unicamente através de pessoas, normalmente de avançada idade, que são capazes de recordá-los e recreá-los e por esta razão supõem um referente para a comunidade, os chamados ‘tesouros humanos vivos’.

O trabalho de campo consistirá precisamente em entrevistas pessoais com cada um dos tesouros humanos vivos identificados. Dos arredor de 15 casos que serão estudados, a maioria deles supera os 70 anos, num dos casos chegando até os 99, e cada um deles conta com conhecimentos pertencentes a um âmbito diferente do património inmaterial. O projecto inclui, além disso, a criação de uma base de dados que recopile toda esta informação e a realização de um documentário, que achegue de uma forma mais visual este trabalho às pessoas mais novas e à povoação em geral.

O património inmaterial galego – português

O património cultural inmaterial galego-português compreende principalmente cinco âmbitos: as tradições e expressões orais, como seriam os contos, as lendas, as cantigas ou as regueifas;  as artes do espectáculo que incluem por exemplo a dança, a música ou as fantoche; os usos sociais, rituais e actos feriados, que faz referência  a questões tão diversas como as romarías, as máscaras tradicionais, os ranchos de reis, os maios ou os desportos tradicionais; os conhecimentos relacionados com a natureza e o universo, onde acoplaria a medicina natural ou a gastronomía; e as técnicas artesanais tradicionais, no que se incluem as artes pesqueiras ou a olería entre muitas outras.

A Associação Cultural e Pedagógica Ponte… nas Ondas! desenvolve desde 2009 a sua actividade de recuperação da cultural inmaterial através do reconhecimento de tesouros humanos vivos’ em todo o território transfronteiriço, realizando este labor de modo ininterrompido desde a sua fundação. O seu trabalho de recuperação do património inmaterial através desta metodoloxía estabelecida pela UNESCO foi premiada em várias ocasião por entidades nacionais e internacionais.

Smart Minho é um projecto da Deputação de Pontevedra, a CIM Alto Minho, a Fundação Centro de Estudos Euro-regional e o Agrupamento Europeu de Cooperação Transfronteiriça Rio Minho (AECT Rio Minho), co-financiado a 75% por fundos FEDER.




A AECT Rio Minho reúne com a Secretaria de Estado da Valorização do Interior de Portugal para tratar os futuros investimentos no território transfronteiriço

Parte do território da AECT Rio Minho “não só é fronteira, senão também interior, o que redunda numa maior dificultai à hora do seu desenvolvimento”

 

A AECT Rio Minho reuniu-se em Portugal com o secretário de Estado da Valorização do Interior, João Paulo Catarino, para abordar os futuros investimentos de cooperação transfronteiriça no território do Minho, dentro do marco financeiro 2021 – 2027 dos fundos europeus e reivindicar o lugar que o território da AECT Rio Minho tem que ter dentro dos seus planos de actuação.

Este novo encontro suma-se aos já mantidos nas últimas semanas com a Comissão de Coordinação e Desenvolvimento Regional do Norte de Portugal e a Direcção-Geral de Fundos Comunitários do governo de Espanha, e também há solicitada uma reunião com o presidente da Xunta da Galiza, Alberto Núñez Feijoo, sempre com o mesmo objectivo: tratar os próximos orçamentos plurianual da Cooperação Transfronteiriça européia, e exigir que se cumpram os compromissos adquiridos durante a Cimeira Hispano – Lusa de 2017, celebrada em Vila Real, onde se apostou por reforçar a cooperação nas zonas transfronteiriças, e especificamente no território do rio Minho.

Durante o encontro de Pedrogão, o director do Agrupamento, Uxío Benítez, pôde comentar com o secretário de estado português algumas das conclusões da Estratégia Rio Minho Transfronteiriço 2030. Segundo explicou Benítez, “parte do território da AECT Rio Minho enfrenta um duplo desafio, já que não só é fronteira, senão também interior, o que redunda numa maior dificultai para estas câmaras municipais galegas e portuguesas à hora do seu desenvolvimento económico e acrecenta problemas demográficos que podemos encontrar em toda a zona fronteiriça”.

“A nossa fronteira é dinâmica, e tem enormes potencialidades, mas ao mesmo tempo também apresenta uma povoação avellentada, uma demografía à baixa e grandes dificuldades para fixar a povoação mais nova, que se vê obrigada a emigrar por falta de expectativas, algo que se vê agravado nos municípios do interior – assinalou o director da AECT – pelo que os investimentos europeus som cruciais à hora de garantir um correcto desenvolvimento do território e umas condições de vida dignas para a sua povoação”.

A entidade tem solicitada uma reunião com o presidente da Xunta, Alberto Núñez Feijoo, para tratar estas questões, assim como a proposta de formulação de uma Inversión Territorial Integrada (ITI) no território do Rio Minho Transfronteiriço.




A Comissão de Coordinação e Desenvolvimento Regional do Norte de Portugal recebe à AECT Rio Minho

A entidade mostrou a sua preocupação ao a respeito da redução de fundos europeus de cooperação para o período 2021–2027

 

A AECT Rio Minho reuniu-se esta semana com o presidente e a vice-presidenta da Comissão de Coordinação e Desenvolvimento Regional do Norte de Portugal (CCDRN), Fernando Freire de Sousa e Ester Gomes da Silva, para tratar o marco financeiro 2021–2027 dos fundos europeus e achegar-lhes as conclusões da Estratégia Rio Minho Transfronteiriço 2030. No encontro participaram o director da entidade, Uxío Benítez; o vice-presidente, Jõao Fernando Brito Nogueira, e o secretariado técnico da AECT.

Durante a reunião, Uxío Benítez transmitiu sua preocupação ao a respeito da redução de fundos para cooperação transfronteiriça no próximo marco financeiro plurianual dos orçamentos europeus para o período 2021 – 2027, que afectariam directamente aos projectos desenvolvidos entre a fronteira do sul de Pontevedra e norte português. Desde a AECT assinalou-se a importância destes fundos para o território transfronteiriço, historicamente menos desenvolvido, e que hoje em dia se enfronta à problemáticas cruciais como o avellentamento ou a emigração por falta de perspectivas laborais.

Esta mesma preocupação foi transmitida à Direcção-Geral de Fundos Comunitários do governo de Espanha, durante a reunião mantida o passado 11 de dezembro, na que foram apresentadas as candidaturas promovidas pela AECT Rio Minho e a Deputação de Pontevedra à segunda convocação do Poctep 2014-2020.

Próximas reuniões

Além disso, o 18 de janeiro está previsto um encontro com o Secretário de Estado da Valorização do Interior de Portugal, João Paulo Catarino, para seguir tratando estas questões e o planeamento dos próximos investimentos no território.

A AECT Rio Minho também tem solicitada uma reunião com o presidente da Xunta, Alberto Núñez Feijoo, para tratar estas mesmas questões, assim como a proposta de formulação de uma Inversión Territorial Integrada (ITI) no território do Rio Minho Transfronteiriço.




A AECT Rio Minho apresenta duas candidaturas a 2ª convocação do INTERREG VÃ, por um valor global de 3,5 milhões

O deputado de Cooperação Transfronteiriça e director da AECT Rio Minho, Uxío Benítez, deu a conhecer estes projectos ante a Subdirecção Geral de Cooperação Territorial Europeia


Rede Lab Miño e Visit Rio Minho Plus permitirão completar as acções postas em marcha durante a primeira fase do Interreg 2014 -2020

 

O deputado de Cooperação Transfronteiriça e director da AECT Rio Minho, Uxío Benítez, reuniu-se hoje em Madrid com a subdirector geral de Cooperação Territorial Européia da Direcção-Geral de Fundos Comunitários, María dele Carmen Hernández Martín, para apresentar-lhe os novos projectos apresentados à 2º convocação do Interreg VÃ Espanha- Portugal (POCTEP) 2014 -2020”: Rede Lab Miño e Visit Rio Minho Plus. Benítez esteve acompanhado pelo vice director do agrupamento, o português Fernando Brito Nogueira, e pelo secretariado técnico da entidade.

Segundo informou Uxío Benítez, o orçamento global total de Rede Lab Miño e Visit Rio Miño Plus, ascende a perto de 3,5 milhões, que se destinarão a dar continuidade aos projectos Smart Minho e Visit Rio Minho, que já se desenvolvem na actualidade, e que foram aprovados na primeira candidatura destes fundos europeus. Junto com a AECT Rio Minho, integrada pela Deputação de Pontevedra e o CIM Alto Minho, participam nestes projectos a Fundação Centro de Estudos Euro Regionais, o Centro Tecnológico do Mar, a Universidade de Vigo e várias câmaras autárquicas portuguesas.

À espera da resolução destas duas candidaturas, Benítez fixo fincapé sobre um dos maiores desafios aos que se enfronta a cooperação transfronteiriça, que é “a falta de fundos europeus, já que os programas para Espanha – Portugal reduziram a suas inversións nas regiões fronteiriças, orientando cada vez mais o seu apoio a territórios afastados das áreas limítrofes o que desvirtúa por completo o sentido destas ajudas”, uma reclamação na que se leva insistindo desde a Deputação de Pontevedra em reiteradas ocasiões.

Projectos em execução

Desde o passado mês de novembro, a AECT Rio Minho é sócia do projecto de melhora da eficácia da cooperação institucional, Smart Minho, desde o que se impulsionou a elaboração da “Estratégia Rio Minho Transfronteiriço 2030” e que também inclui a posta em marcha de diferentes planos piloto de mobilidade e cultura, geridos conjuntamente entre Espanha e Portugal.

Por outro lado, um dos objectivos da entidade é promover o Rio Minho Transfronteiriço como um destino ecoturístico de #excelência, através da posta em valor do seu património natural e cultural e a criação de uma marca “Rio Minho”, que permita dar a conhecer, tanto o território, como os seus produtos. Estas linhas de actuação estão recolhidas dentro do projecto Visit Rio Minho, que também contempla a criação de um anel verde de sendeiros transfronteiriços, um grande atractivo para aqueles turistas que busquem destinos de natureza, qualidade e não masificados.

Visit Rio Minho e Smart Minho também são projectos co-financiado pelo Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional (FEDER), no marco do programa Interreg VÃ Espanha- Portugal (POCTEP) 2014 -2020”, neste caso aprovados na primeira candidatura.